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Hanseníase. Importância da campanha Janeiro Roxo

O Janeiro Roxo chama atenção para o diagnóstico precoce da hanseníase, doença crônica milenar causada pelo Mycobacterium leprae, que acomete nervos periféricos e pele. No artigo da série “De Médico para Médico”, o Dr. Edilbert Pellegrini Nahn Jr lembra que o Brasil é o segundo país do mundo em incidência: em 2019, 80% dos novos casos mundiais concentraram-se em Índia (56,6%), Brasil (13,8%) e Indonésia (8,6%).

A doença segue endêmica em regiões tropicais e subtropicais, apesar dos avanços no diagnóstico e no tratamento. A transmissão ocorre pelas vias respiratórias, e os multibacilares sem tratamento são a fonte de infecção — ainda que a transmissibilidade seja baixa: 90% dos expostos ao bacilo não adoecem, por resistência imunológica natural. O autor destaca que a míriade de apresentações clínicas dificulta a suspeição entre não especialistas, retardando o tratamento e favorecendo sequelas incapacitantes.

O artigo percorre a classificação operacional da OMS — paucibacilar, com uma a cinco lesões e baciloscopia negativa, e multibacilar, com mais de cinco lesões e/ou baciloscopia positiva —, os sinais de suspeição (manchas, tubérculos, placas e infiltrações com hipoestesia ou anestesia) e os recursos diagnósticos, da baciloscopia ao qPCR. O tratamento é a Poliquimioterapia Única (PQT-U), gratuita no SUS, por seis meses nos paucibacilares e doze nos multibacilares.

Para o autor, o caráter subclínico das formas iniciais e o longo período de incubação tornam imperativa a busca ativa pelo exame dos contatos — quem residiu ou conviveu com o doente nos cinco anos anteriores ao diagnóstico. Ele defende ainda uma abordagem além do medicamento: a estigmatização social segue como barreira ao cuidado. Leia o artigo completo e conheça a classificação, os sinais de alerta e o esquema terapêutico:

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